Quando às vezes a Filha me
pergunta, como posso ser assim e eu respondo: fui criada no tempo em que devíamos
ter consideração com os outros. Por isso faço coisas que não quero, por consideração. Quando estou fazendo me
sinto desconfortável, mas depois me sinto leve com a sensação de ter feito a
coisa certa ... Ainda que tenha feito algumas escolhas erradas em nome da “consideração”, e que por isso tenha
pagado um preço muito alto.
Este texto me fez refletir, como
as pessoas estão se tornando egoístas em nome de um tal de só fazer o que lhes
dê prazer, se isolando na ilha de suas vidas, distantes e dissociadas das
pessoas a sua volta. Um tal de “não me diz respeito”
Temos que pensar sobre isso Filha
e sobre os valores que aprendi e que tentei te passar...
“Diante da dor, da insegurança,
da fragilidade de qualquer pessoa, próxima ou nem tanto, NUNCA diga “Se cuida!”
ou “Fica bem!”. Essas pequenas expressões, tão corriqueiras, ditas
automaticamente porque são socialmente aceitas, revelam uma triste superficialidade.
E o cultivo dessa postura tão ausente e superficial pode nos custar muito caro.
Pode tornar-nos seres irreversivelmente insensíveis; incapazes de nos conectar
com o outro. Em um médio espaço de tempo, cegos ao que não nos atinge
diretamente; e, logo mais, cegos de nós mesmos.”