Fiquei perdida nesses meses. Eu e meus estranhos sentimentos.
Essa mania de mergulhar nos precipícios das coisas e pessoas.
Tentei por algum tempo fazer um curso que me ensinasse como colocar essa ânsia em palavras, para que ela se afastasse de mim. Para me libertar... foi em vão. Quanto mais eu expurgava o que me prendia, tanto mais eu me calava.
E aqui estou eu terminando mais uma historia, bendizendo os momentos felizes e maldizendo o destino de sempre perder.
Ainda que eu tenha agora mais estofo para amenizar o peso das dores da perda, elas me angustiam sobremaneira. Tentando destravar a alma para mais uma vez recomeçar, me esgoto em sofrimento, insônia e desalento...
E nesse meu tempo, não consigo expressar o tanto que fui atropelada pela vida instigante e perigosa desses dias pandêmicos e para qual não tive preparo algum, então leio:
“Era como estar mergulhada num mar de acontecimentos, pessoas, vidas. Como se a própria água que eu bebesse me contasse coisas enquanto descia em mim ...” LETICIA WIERZCHOWSKI - SAL