sexta-feira, 17 de março de 2017

Outra Conversa



Ando com esta inquietação... Se este ainda fosse o teu tempo... conversaríamos... tu me dirias da tua opinião, com aquele jeito simples e direto.
No primeiro momento te diria “tu não entendes nada mesmo”. Mas tuas palavras ficariam dançando em minha cabeça. Ai então durante o café da manhã eu te olharia nos olhos, tu sorririas. E eu calada pensaria “tens razão... é bobagem...”
Mas já não estas, e tenho que tratar sozinha dessas e de todas as coisas. Até aprendi a controlar um pouco minha ansiedade, mas continuo a sentir falta de dividir com alguém estes sentimentos.
Mesmo com o tempo que passou, ainda penso as vezes que um dia ao nos reencontrarmos, te direi tudo, te falarei das mudanças no mundo desde que te foste, dos acontecimentos com a Filha, te falarei da Neta e principalmente falarei de mim. Será uma conversa longa e que me causará grande alívio.
Por enquanto estou optando pelo silêncio que vez enquanto grita aqui neste espaço virtual.


 
Louca que sou continuo minhas conversas contigo.

terça-feira, 14 de março de 2017

Numa viagem... uma nova vida...


Ando querendo viajar...
Não uma viagem de turismo...
Mas ir para algum lugar e nele viver um cotidiano novo.
Novas pessoas, novas conversas.
Uma padaria nova, um novo cheiro de pão quentinho.
Uma livraria nova, onde tenha um café quente e forte, para abrir um livro na última pagina e assim ler de trás para frente.
Mas não irei a lugar algum...
Ando procurando ter um novo olhar sobre o que já é conhecido.
Tento me encher de novidade com este velho cotidiano.
Tarefa árdua, que cansa e pesa... não se pode viajar para longe de si mesmo.
Imagem da internet: http://followthecolours.com.br/art-attack/seth-globepainter-2/



quarta-feira, 8 de março de 2017

Dando corda ao silêncio



Por dias venho tentando colocar no papel os sentimentos que me tomam.
Estive na Rondinha, o mar estava lindo, mas não tive ganas de registrá-lo. Não tive “os flashback”, que minha mente costuma produzir, armadilhas para as saudades de meu coração. Estive lá, mas não estive na Rondinha do passado, tudo ocorreu como tem que ser, no tempo presente.
A Neta e seus chorinhos, seus dengos e seus bracinhos fizeram com que eu não desejasse senão viver aqueles momentos. Deliciei-me com aqueles instantes que sei nunca mais serão os mesmos. Eles me deram o real significado de viver o presente. Não desejei nada além de estar ali.  Espero que assim seja, de agora em diante.
Ainda agora fico dando voltas, mas não consigo descrever esta inquietante ausência da antiga eu que me tem assolado.
Me inquieto e não me reconheço. Acho estranho, mas agora parece um recomeço verdadeiro. Porém, em muitos outros momentos destes últimos quatro anos me achei recomeçando, para então me deparar com minha antiga eu e seguir a mesma só que com muitas cicatrizes.


Decido deixar assim, dar corda ao meu silêncio comigo mesma.