quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Quando o corpo fala


Algo acontece e o mal estar se instala, ou será o contrário?
Não se consegue saber, só se sabe que tanto o acontecimento quanto o seu reflexo no corpo estão associados.
É quando sei que a esperança se foi.  Antigamente lutaria para mantê-la viva ainda que agonizante.
Hoje não, simplesmente paro de esperar. E neste pequeno luto pulo as fases da negação e da negociação.
Aceito a perda resignada e entro na depressão que resulta no corpo doente.
E então vou ao fundo, deixo queimar a febre ancestral que consome toda dignidade... e choro.
Não choro pelo objeto perdido, mas pela morte da esperança.
E então renasço...
Aprendi assim nesse meu tempo de agora ... purgar a tristeza até o final para novamente ter esperança...
                                             E é assim que é....

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

De bom humor


Bem sabes que tomei a resolução de estar bem. De ir chutando a melancolia e enganando as tristezas.
Tentando manter uma postura positiva diante do imponderável e inseguro futuro.
Nos tempos que eram nossos (os melhores ao menos) riamos sempre e de tudo.
Nossas mazelas eram transformadas em histórias hilárias, lembradas sempre com muito humor e leveza. E era bom...
Tento agora nesse tempo que é só meu, resgatar esse humor antigo.
Aprendi com Ariano Suassuna que o humor é capaz de nos salvar do desamparo diante das tristezas do mundo. Com ele podemos nos aprofundar de forma leve em nossas fraquezas e dúvidas existenciais.
Podemos gritar nossas verdades sem agredir ao que não pensa como nós.
Com humor podemos alcançar a alma doida do outro e lhe arrancar um sorriso.
E assim sigo... já que nossos planos era seguirmos alegres.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

A vida é risco


A frase não me sai da cabeça; “A vida é risco que vale a pena”.
(Não sei quem disse nem de onde a tirei).
Como um sino monótono ela replica na minha mente o tempo todo.
Por estes dias tudo é risco... neste tempo ... nesta vida... que nunca pensei viver.
Assim munida de uma coragem que não é naturalmente minha, mas que inventei para mim, estou me cobrando o risco de viver.
Sorrindo arriscando chorar, ter arriscando perder...
Valerá ou não a aposta?  ... saberei vivendo...



E os versos de Cora Coralina fazem todo o sentido:
“Não sei ... Se a vida é curta ou longa demais para nós...
... Mas que seja intensa, verdadeira, pura .... Enquanto durar”