sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Uma conversa


Nem sei como te contar deste tempo que já não é mais teu.
Muito do que tu conhecias já se foi.
Nosso Brasil esta tão diferente, a política não se faz encontrando e conversando com as pessoas. Agora é uma enxurrada de mensagens enviadas num mundo virtual onde não se consegue distinguir a verdade da mentira.
As pessoas se escondem por traz deste mundo tão distante do real e são tomados de uma agressividade que assusta.
E neste mundo de agora se perdem a empatia, a solidariedade, a aceitação do outro e o amor ao próximo.
E me entristeço de forma tal que sinto um cansaço de viver nestes tempos.
E ando tomada de uma desesperança infinita, e de um medo angustiante pelo mundo que a Neta vai encontrar para viver.
Nossas utopias de antes estão sendo esmagadas por teorias conspiratórias, por interesses corporativos, por um patriotismo carregado de ódio.
Entristecer-te-ias também.
Nunca me senti tão solitária como neste tempo de tanta informação compartilhada.
E tenho medo que me volte aquela dor entre as costelas, tal é a saudade do tempo que era nosso.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Porque chora a tarde


Ando por estes dias como esta triste primavera sem sol.... chorosa por dentro.... são saudades recolhidas ... saudades das conversas... saudades dos beijos... saudades do cheiro... saudades do toque.
Espero que a primavera ensolarada venha para espantar estas saudades e aquecida pelo calor do sol sair com o sorriso livre de toda saudade.
Como a musica de Antonio Marcos eu choro como a tarde triste e chorosa desta primavera de 18.

“A tarde está chorando por você
Porque assiste a solidão
No meu caminho
A tarde entristeceu
Junto comigo
E eu preciso dessa tarde
Como abrigo”