E
já é Dezembro novamente... mês tão intenso... sempre me esgota o corpo e esmaga
a alma.
Contudo
este dezembro de 18 se apresenta diferente... ou eu mudei.
A
Neta um pouco mais crescida já circula por entre os presépios e árvores de
Natal a procura de seu “pizente”, com
o misto de alegria e medo que o velho Noel provoca nas crianças.
As
programações para as festas e as férias já não me causam as costumeiras
melancolias dos últimos anos. Mas,
contudo estou sentindo um distanciamento incômodo, sinto falta da antiga conexão.
Dos
dezembros de tantas comemorações, restou o aniversário da Filha. Ela com a
maturidade tem ficado cada vez mais pratica e já não lhe dá ganas de grandes festas.
Já não esta mais seu festeiro pai. Seu eterno companheiro de brincadeiras que só
cabia na relação dos dois. Ele era sua metade sonhadora. Então como qualquer
adulta comemora seu aniversário de forma comedida.
Eu
tenho estado a consertar paredes, me desfazer dos antigos móveis e dar novas
utilidades aos cômodos da casa. Mas faço vagarosamente como quem não quer
fazer. Não sei por que, mas sei que é assim.
Então
além do trabalho que se avoluma nesse período, nada mais é o que era.
Como diz o poeta: “As coisas se transformam, e isso não é bom
nem mal.”
Osvaldo Montenegro