quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Dezembro novamente


E já é Dezembro novamente... mês tão intenso... sempre me esgota o corpo e esmaga a alma.
Contudo este dezembro de 18 se apresenta diferente... ou eu mudei.
A Neta um pouco mais crescida já circula por entre os presépios e árvores de Natal a procura de seu “pizente”, com o misto de alegria e medo que o velho Noel provoca nas crianças.
As programações para as festas e as férias já não me causam as costumeiras melancolias dos últimos anos.  Mas, contudo estou sentindo um distanciamento incômodo, sinto falta da antiga conexão.
Dos dezembros de tantas comemorações, restou o aniversário da Filha. Ela com a maturidade tem ficado cada vez mais pratica e já não lhe dá ganas de grandes festas. Já não esta mais seu festeiro pai. Seu eterno companheiro de brincadeiras que só cabia na relação dos dois. Ele era sua metade sonhadora. Então como qualquer adulta comemora seu aniversário de forma comedida.
Eu tenho estado a consertar paredes, me desfazer dos antigos móveis e dar novas utilidades aos cômodos da casa. Mas faço vagarosamente como quem não quer fazer. Não sei por que, mas sei que é assim.

Então além do trabalho que se avoluma nesse período, nada mais é o que era.


Como diz o poeta: “As coisas se transformam, e isso não é bom nem mal.” 
     Osvaldo Montenegro