terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Fernando Pessoa



MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa





Assim encontrei Rondinha este ano... para mim sempre espelhará o céu!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Uma conversa



Agora que o final de 16 está chegando, gostaria de te contar algumas coisas:
A arvore de natal, que passou 3 anos guardada, não resiste mais, esta desbotada, ficou uma arvore outonal. Os enfeites estão se desmanchando. Eu a montei mesmo assim. Ela ficou um pouco triste, mas comprei uma bota de Noel, para que a Neta faça seus pedidos de criança.
Ademais, 16 foi um ano triste para o mundo, mas feliz para nós com a chegada da Neta em maio. Desde então estou me permitindo ser alegre e deixei a leveza me pegar de novo.
Agora já pinto as unhas novamente, nas festas me pego dançando involuntariamente, tudo isso ainda é estranho, mas sigo buscando a naturalidade das coisas em mim.
A Filha às vezes me preocupa, sei que a vida de mãe é cheia de incertezas, cobranças e medos, por isso me pego tantas vezes te pedindo em pensamento que olhes por ela e a sigas cuidando, ainda que ache que esta não é mais tua missão.
Teu aniversário e da Filha se aproximam e me tomam as lembranças das reuniões alegres nestes dias... é então que volta a dor abaixo das costelas... é aí que se localiza a saudade em meu corpo.
... Mais lhe conto em outras oportunidades...
Te amo como sempre e ainda olho o futuro e os anos que estão por vir com muita insegurança...


Ando por aí me permitindo ser avó/criança...

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Para iluminar o Natal



As lembranças felizes de natais passados é que iluminam o natal de agora...
Tenho tantas...
Lembro da algazarra com os irmãos dentro do caminhão indo para a casa da tia. Lembro da mesa farta, das tias descascando batatas, dos tios nas conversas de compadres e dos primos correndo em volta da casa com seus arquinhos de rodas...
Lembro principalmente da torta de amendoim da tia...
Depois, lembro dos amigos secretos, das conversas e das risadas, da cerveja gelada e as tardes de jogos no Parque Marinha.
Lembro que a torta de amendoim ainda estava lá para matar a fome depois do jogo e tirar a letargia das bebidas...
Mais tarde lembro a Filha e a prima brincando com os presentes ganhos na noite anterior, aos pés da bisa com seu sorriso tranquilo de quem já sabia tudo da vida...
Lembro das risadas de quem tinha sido o “Papai Noel” e suas peripécias. Lembro então que os avôs calados observavam o movimento, rindo escondidos das histórias e pensando nas crianças que haviam crescido.
Já era tempo de copiar a receita da torta de amendoim da tia, que ainda reinava absoluta sobre a mesa do café da tarde.
São estas lembranças que guardo como um presente que me trazem até este natal... Depois de ver meu natal se esvaziar da presença de tantos, eis que chega a Neta e então é hora de recomeçar, de tecer para ela as melhores lembranças que irão ascender suas luzes de natal para sempre.


E por que é assim que é a vida no seu correr dos dias, sei que haverá que se esforçar para que a torta de amendoim esteja sobre a mesa e haja sempre o alegre compartilhar de lembranças felizes...

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

As coisas da casa e da vida



Às vezes olho para as coisas que estão na casa e penso no muito do que elas podem contar.
Tenho comigo coisas que escolhi e quis possuir.
Tenho outras tantas que herdei e que agora me possuem mais do que eu a elas.
Perco-me entre porta retratos, caixas de fotos, livros cheios de anotações, louças e talheres.
Tenho caixa de ferramentas, vara de pescar e uma máquina de encher linguiça.
Haverá um dia que terei tempo e coragem para contar suas histórias ... mas até lá preciso de muitos organizadores de lembranças....



 Tenho lembranças de coisas que já nem sei mais se existiram.
Parafraseando Clarice Lispector


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Um vazio


Sabes que já me recuperei. Mas ainda existem os dias em que precisava apenas de minha cabeça em teu peito, do abraço apertado, das nossas conversas e dos nossos silêncios.

Hoje é dia de vazio...  é nesses dias que a saudade mais me preenche.
 
E é assim....

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Sobre ser mãe e ser Filha



Agora que a Filha é mãe, muitas de nossas conversas têm sido sobre filhos. O que não deixa de ser irônico, e às vezes cômico.
Com estas conversas tenho visto muito mais dela como filha do que antes. Suas atitudes como mãe muitas vezes deixam transparecer suas critica ao modo como foi criada. Quando fala dos cuidados com a Neta, o modo como quer educá-la, alimentá-la e vesti-la, denotam sua opinião de como ela mesma foi educada, alimentada e vestida.
Eu como mãe madura que sou hoje, de certa forma concordo com ela, e sofro um pouco pelo que já não posso mudar.
O que me aperta o coração é que vejo em suas falas que ela credita grande parte de suas dificuldades pessoais à mãe que fui. Nesse instante sofro do que eu chamo de “culpa ancestral” de todas as mães.
Então rezo, para que ela consiga me perdoar, da mesma forma que eu também tento. Uma vez que fui uma mãe com muito menos informações e muito mais insegura.
Queria que se pudesse retornar no tempo. Que me fosse dada uma nova oportunidade com a Filha, não para amá-la diferente. Mas para estancar o instante decisivo em que uma atitude minha tenha contribuído para qualquer sofrimento para ela.
E mesmo agora não sei o que fazer para ajudá-la.
Nesses instantes ressurge em mim a mãe jovem e insegura. Tenho vontade de abraçá-la e protegê-la da mãe que fui.
Espero apenas que o tempo e a maturidade possam atuar sobre ela da mesma forma como atuaram sobre mim. Que conhecendo suas fragilidades e de onde surgiram, perceba que ela pode sim mudar, que sempre será tempo.
Dessa forma me perdoará, entendendo que fui a mãe que consegui ser, não por não amá-la, mas por não sabê-la.



imagem roubada da internet

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Aprendendo



Fui uma mãe possessiva admito. Hoje entendo que para mim, um amor tão grande justificou sempre este sentimento de possuir minha filha. À Filha não restou senão lutar sempre contra essa possessão.
A Filha foi forte e resistente, firme acabou por me ensinar que antes de ser minha filha ela era dela mesma.
Das lutas com a Filha adolescente e depois com a Filha mulher nasceu uma mãe mais desapegada. Não foi um processo simples e volta e meia surge a necessidade de ainda possuir. Geralmente vem com uma nostalgia dos tempos de “mãe provedora”, de uma fase em que realmente eu era tudo para ela e ela não sabia existir sem mim, mas lá se vão 30 anos desse tempo.
Agora a vida me deu a oportunidade de me reinventar como mãe. Quero aplicar com a Neta a lição que aprendi. Sou avó, mas sei que este pequeno ser não é meu.
São meus alguns dos seus carinhos e seus sorrisos, por isso estou a valorizar tanto estes instantes, quando me sinto acalentada e pertencida.
A Filha olha com desconfiança minhas aproximações, sei que tenta proteger a cria desse amor danado que de tão grande transbordou e em muitas vezes a sufocou.



Amor de mãe deve abraçar, não apertar ou prender!

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Viajar


Sempre gostei de viajar, acho que herdei do Pai. Gosto da estrada, da novidade dos lugares que vou conhecendo. Gosto da sensação de estar vivendo uma nova vida.

Bem sei que tenho um olhar de turista para a maioria das coisas, mas luto contra isso. Tento entender os enredos, a cultura e os costumes dos lugares aonde vou passando.

Quando estou em viagem, gosto da sensação de distanciamento da minha vida.  É como se eu me transformasse num personagem, para o qual eu posso inventar as mais diversas biografias.

E quando retorno fico meio vazia, por um bom tempo sinto como que roubada de mim mesma. Custo a voltar a me vestir com a minha vida novamente.
 
Viajar tem se tornado uma necessidade física, que me impulsiona a sair um pouco de mim, para depois retornar mais leve a ser eu mesma



"Viajo para a vida não fugir de mim" Frase da internet

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A vida com a Neta


Agora que a Neta me sorri, sinto-me renascida. Ela me reconhece. Trato de me convencer que sim e ai então vejo novamente o olhar amoroso, que quer estar comigo.

E isso me trás borboletas ao estomago, e faz um dia qualquer ser um dia especial.

Nesses instantes, olho para a Filha e vejo que ela não fala, mas lembra de alguém que certamente também estaria ali atirado ao chão a conversar em criancês.



Então vejo que esta é uma história que estou escrevendo, devagar, com cuidado e saboreando cada instante.... mas ela não é só minha....

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Por Consideração


Quando às vezes a Filha me pergunta, como posso ser assim e eu respondo: fui criada no tempo em que devíamos ter consideração com os outros. Por isso faço coisas que não quero, por consideração. Quando estou fazendo me sinto desconfortável, mas depois me sinto leve com a sensação de ter feito a coisa certa ... Ainda que tenha feito algumas escolhas erradas em nome da “consideração”, e que por isso tenha pagado um preço muito alto.

Este texto me fez refletir, como as pessoas estão se tornando egoístas em nome de um tal de só fazer o que lhes dê prazer, se isolando na ilha de suas vidas, distantes e dissociadas das pessoas a sua volta. Um tal de “não me diz respeito”
Temos que pensar sobre isso Filha e sobre os valores que aprendi e que tentei te passar... 

“Diante da dor, da insegurança, da fragilidade de qualquer pessoa, próxima ou nem tanto, NUNCA diga “Se cuida!” ou “Fica bem!”. Essas pequenas expressões, tão corriqueiras, ditas automaticamente porque são socialmente aceitas, revelam uma triste superficialidade. E o cultivo dessa postura tão ausente e superficial pode nos custar muito caro. Pode tornar-nos seres irreversivelmente insensíveis; incapazes de nos conectar com o outro. Em um médio espaço de tempo, cegos ao que não nos atinge diretamente; e, logo mais, cegos de nós mesmos.”

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Fernando Pessoa


Só refletindo...

“Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas,
O resto é a sombra
De árvores alheias”
 
Acho que esta me pedindo para não complicar.....
Bem por aí
 
 

sexta-feira, 8 de julho de 2016

O Trem da Vida

Nem acredito ....  já é julho, fazem três meses que não escrevo nada aqui ou em qualquer lugar a não ser no nojento do face. O que é um desperdício já que lá o que importa são as curtidas e as imagens de falsas felicidades. 

Então .... voltando ao tema da postagem .... 

Existe em diversas versões na net uma mensagem que utiliza uma viagem de trem como metáfora para explicar a presença das pessoas em nossa vida. A idéia central é a transitoriedade das pessoas nas vidas umas das outras. Na viagem do trem de nossa vida, existem muitas estações e nelas descem e sobem pessoas que ajudam a seguir.

Claro que ao escutar ou ler a mensagem pensamos nas descidas, nos fixamos nas pessoas que nos eram tão caras e que se foram. Eu não sei os outros, mas a mensagem me deixa melancólica.

Só que agora, trago a idéia da mensagem para falar de uma pessoa que acabou de embarcar no trem da minha vida. Amei-a no instante em que a vi. Sempre penso no amor que tenho pela Filha como o maior e mais intenso, como sendo único  ... agora vejo que é possível sentir este amor por mais alguém.

Na Neta encontrei novamente este amor, carregado de muita esperança e de muitos projetos. É ela que me diz: “o futuro vai sempre existir”. Ela é minha segunda chance como mãe, serei melhor, terei mais tempo  ...

Minha viagem de trem seguirá na viagem que esta preparada para ela....

Este pensamento me faz lembrar o Marido, ele desembarcou na estação que tinha como destino, mas afinal ainda segue viajando comigo através da filha e agora da neta...

Minha viagem ficou melhor, menos cansativa, a paisagem esta mais bonita. Sei que teremos longas conversas no vagão das refeições. Haverá vagões de passeios, nesses daremos muitas risadas. Haverá o vagão das estações com muitos verões cheios de brincadeiras e invernos de aconchego.
 
 
Como tenho a inquietante sensação de que hoje vivo outra vida ... agora esta nova vida já não me assusta, ela esta repleta de expectativa, esperança e de amor incondicional!!

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Mudando ... um pouco e sempre

Não acredito em horóscopo,mas lendo o meu hoje me fez pensar....
Mudanças pedem novos paradigmas, novas metas, novos sonhos, novas pessoas ... novas motivações!




 Não sei se estou evoluindo, mas sei que estou mudando.....

quarta-feira, 23 de março de 2016

A luta do luto


Navegando no mundo virtual, encontrei um texto que me fez refletir sobre o luto e a superação dele. No texto de Frederico Mattos, disponível em: http://www.sobreavida.com.br/2012/01/08/o-luto-de-uma-pessoa-amada/, o autor discorre sobre a morte de seu pai e de como ele lida com seu luto.
Além de falar da falsa perenidade da vida, ele fala de um sentimento que tenho, de que a morte não me levou somente o amor, mas a mim mesma.
As perdas são inconsoláveis, mas algumas marcam por completo. É quando a ausência de alguém, muda toda a configuração de nossa vida.
“Todos os nossos desejos, intenções e perspectivas de ação são raptados por um destino que não controlamos. Somos catapultados para um abismo solitário em que nenhuma ajuda, consolo e aconselhamento pode trazer conforto.”
O texto fala ainda de quão egoísta somos em nosso sentimento de luto. Sim choramos por quem partiu, mas choramos também por nós. Choramos pelo que deixamos de ser sem a presença querida. Ele diz: “Não há nenhum alívio quando você perde a si mesmo com a morte do outro’.
Então esta é a razão de meu pensamento estar totalmente tomado por palavras como superação, mudança, começos e recomeços. Estou em busca de uma recostrução de mim mesma, buscando significações novas para tudo.
Não vou começar do zero como antes, visto que o que vivi até o momento é uma bagagem que carregarei para sempre. E também sei que o futuro será reflexo desse passado.
A luta esta em não deixar que o luto me faça perder a mim mesma, mais do que é preciso para avançar, para seguir e ser de alguma forma um outro "eu" melhor do que o "eu" que eu perdi.

E isso é forte e é real....
 
A primeira vez que fui a Cambará do Sul, tive a impressão de “volta ao lar”. Este é um lugar para voltar sempre, acho que lá esta o “eu” que um dia fui...

domingo, 20 de março de 2016

Copiando

Sabe quando parece que precisas ouvir dos outros aquilo que você sabe que é real? Para finalmente internalizar...... 

"A vida pode ficar muito pequena quando olhamos para ela com o olhar estreito. O tédio acontece quando nos afastamos da capacidade de nos encantarmos com as coisas mais simples do mundo. Porque para se estar aqui com um pouco que seja de conforto na alma, há que se ter riso.
Há que se ter fé.
Há que se ter a poesia dos afetos.
Há que se ter um olhar viçoso.
E muita criatividade."
Ana Jácomo

terça-feira, 8 de março de 2016

Como sua solidão se comporta?


Hoje é dia internacional da mulher, mas em minha cabeça matuta outro tema.: a solidão.

Com uma família cheia de irmãos, primos e muitos parentes e amigos, cresci sem nunca conseguir ficar sozinha, a não ser quando estava no banheiro. Depois ao encontrar o amor, casar e gerar a filha, os momentos sozinha foram tão poucos, que nem consigo lembrá-los. 
Hoje lendo o texto de Rubem Alves, publicado no blog Viva50, disponível em: http://www.viva50.com.br/a-solidao-amiga-por-rubem-alves/, parei para pensar nesse processo de aceitação das perdas e ausências e em nossa atitude diante do quê esta destinado para nós vivermos.
Um dia a filha disse: “precisas aprender a ser sozinha”. Só que para ela, filha única, de um filho único, de uma avó também filha única, isso é fácil..... Para mim tem sido um aprendizado sofrido, cheio de “madrugadas” longas e “cafés da manhã” silenciosos.
Então estou ainda em processo..... primeiro de aceitação diante do imponderável da vida. Aceitar que esta é minha história e que ela ocorreu para que eu aprenda algo. E o que me tem movido é que isso vai me tornar uma pessoa melhor.
Por estes dias já consigo tomar uma cervejinha comigo mesma, comentar um filme com a pessoa que esta do outro lado do espelho... e até rir sozinha.
Quando a tal solidão pesa muito, mando uma mensagem para alguém, só dando um “oi”, um “bom dia” ou um “boa noite”.... Claro são mensagens carregadas de autopiedade, cheias de pedidos de socorro... mas ninguém entende ... é uma sorte ... evito assim a exasperação das pessoas, por não saberem o que me dizer.  
No texto o autor se pergunta de como nos comportamos com nossa solidão... o autor fala de como nossa postura diante dela faz a diferença. Então penso que este é meu desafio, fazer dessa solidão, que tem sido minha companheira, uma amiga cheia de ótimas idéias e que aconselha, que ri conosco e por vezes também chora e que abraça com conforto e nos acolhe....


 
“... A ausência é um estar em mim./ E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,/ que rio e danço e invento exclamações alegres,/ porque a ausência, essa ausência assimilada,/ ninguém a rouba mais de mim.” Drummond, citação do texto




sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Começar ou seguir?


Estou sempre com isso de começar de novo, mas nem eu mesma sei o que quero começar. Começar de novo não é deixar para trás o que vivi, mas é poder acreditar que ainda posso voltar a ser leve e sonhar sem o peso do que não poderei mais realizar.

Estou começando a pensar que não é começar de novo e sim seguir se permitindo ser novamente o que sempre se foi.

É isto que não consigo, estou caminhando com pesos amarrados aos pés, cada passo custa muito, e às vezes tenho vontade de parar ou me desfazer dos pesos.

É preciso não desistir, e esperar que os pesos se tornem leves aos poucos, uma vez que tirá-los é impossível, pois seria como deixar a mim mesmo e o que fui pelo caminho.

Os planos e projetos borbulham dentro de mim, mas no momento de torná-los realidade algo me impede e eu procrastino. Todos os dias faço planos e os esqueço ao final do dia, quando vejo que mais um dia se passou eu fiquei parada.


É chegada a hora de seguir e deixar o passado no lugar dele ou levá-lo com leveza.....