quarta-feira, 8 de março de 2017

Dando corda ao silêncio



Por dias venho tentando colocar no papel os sentimentos que me tomam.
Estive na Rondinha, o mar estava lindo, mas não tive ganas de registrá-lo. Não tive “os flashback”, que minha mente costuma produzir, armadilhas para as saudades de meu coração. Estive lá, mas não estive na Rondinha do passado, tudo ocorreu como tem que ser, no tempo presente.
A Neta e seus chorinhos, seus dengos e seus bracinhos fizeram com que eu não desejasse senão viver aqueles momentos. Deliciei-me com aqueles instantes que sei nunca mais serão os mesmos. Eles me deram o real significado de viver o presente. Não desejei nada além de estar ali.  Espero que assim seja, de agora em diante.
Ainda agora fico dando voltas, mas não consigo descrever esta inquietante ausência da antiga eu que me tem assolado.
Me inquieto e não me reconheço. Acho estranho, mas agora parece um recomeço verdadeiro. Porém, em muitos outros momentos destes últimos quatro anos me achei recomeçando, para então me deparar com minha antiga eu e seguir a mesma só que com muitas cicatrizes.


Decido deixar assim, dar corda ao meu silêncio comigo mesma.

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