Por
dias venho tentando colocar no papel os sentimentos que me tomam.
Estive
na Rondinha, o mar estava lindo, mas não tive ganas de registrá-lo. Não tive “os flashback”, que minha mente costuma produzir,
armadilhas para as saudades de meu coração. Estive lá, mas não estive na
Rondinha do passado, tudo ocorreu como tem que ser, no tempo presente.
A
Neta e seus chorinhos, seus dengos e seus bracinhos fizeram com que eu não
desejasse senão viver aqueles momentos. Deliciei-me com aqueles instantes que
sei nunca mais serão os mesmos. Eles me deram o real significado de viver o
presente. Não desejei nada além de estar ali. Espero que assim seja, de agora em diante.
Ainda
agora fico dando voltas, mas não consigo descrever esta inquietante ausência da
antiga eu que me tem assolado.
Me
inquieto e não me reconheço. Acho estranho, mas agora parece um recomeço
verdadeiro. Porém, em muitos outros momentos destes últimos quatro anos me
achei recomeçando, para então me deparar com minha antiga eu e seguir a mesma só
que com muitas cicatrizes.
Decido deixar assim, dar corda ao meu silêncio comigo mesma.

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