quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

O tempo, a vida e suas urgências



As festas de dezembro ficaram para trás.
A entrada do ano foi na praia, lugar lindo e como eram minhas férias, aproveitei os dias para me deliciar com a presença alegre da Neta. Terias gostado. Foram muitos chamegos, muitas brincadeiras a beira mar. Foram dias de lembrar para sempre.
O lugar era totalmente novo para mim, então me afastei da melancolia que me toma quando a saudade chega. Tratei de criar novas lembranças, pois como sempre digo por aqui, continuar é preciso.
Lá aprendi a gostar um pouco mais da minha companhia, aprendi a me convidar para sair e dar risada sozinha e voltar leve, cheia de coisas para contar.
A convivência com a Filha e sua pequena família nem sempre foi tranquila, mas foi alegre e espero sempre poder desfrutar de mais dias assim, com estes meus amores de agora.
Já o janeiro esta se indo, os dias de trabalho intenso não têm deixado espaço para mais nada.
Assim percebo que o tempo, esse rio que não para de correr, se escoa. E a rotina do passar dos dias me engole e tenho comigo esta intrigante sensação de perda e urgência.
Perco o tempo de convivência com a Neta.
Perco a vitalidade de uma juventude que já não é mais minha.
Perco os afagos da presença dos amigos, agora já tão poucos.
Perco a segura presença de minha mãe, agora mais titubeante que nunca.
E tenho urgência por viver mais, ter tempo para a vida, a Neta, os amigos, a mãe e ... talvez o amor novamente.
Sinto que já não posso mais esperar, viver é urgente e preciso.
Ainda, que viver não seja preciso como navegar...
 


“Navegar é preciso, viver não é preciso”
Fernando Pessoa


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