Este inverno, que não é mais teu
tempo, esta estranho.
O sol fica escondido por dias.
O céu se apresenta cinzento e
triste, carregado de densas nuvens que prometem chuva e frio. Sabemos que o dia
amanhece, mas ele não brilha.
Este clima me causa uma
inquietante melancolia, que tento esconder até de mim mesma. Vem-me essa
vontade de escutar velhos boleros e de me envolver na colcha colorida de crochê.
Mas tem sido momentos cada vez
mais breves e ainda que o sol se negue a aparecer eu ando com esperança.
Uma esperança de que na primavera
os dias voltarão a brilhar.
Espero o setembro para novamente
abrir as janelas, dançar uma musica alegre, caminhar descalça e festejar o dia.
Espero o setembro e a primavera
para esquecer os tempos de céu cinzento.
Tenho esta louca esperança de que
a primavera seja o prenuncio de um feliz verão.
Que o setembro sempre tão
especial me encontre mais leve.

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