Algo acontece e o mal estar se
instala, ou será o contrário?
Não se consegue saber, só se sabe
que tanto o acontecimento quanto o seu reflexo no corpo estão associados.
É quando sei que a esperança se
foi. Antigamente lutaria para mantê-la viva
ainda que agonizante.
Hoje não, simplesmente paro de
esperar. E neste pequeno luto pulo as fases da negação e da negociação.
Aceito a perda resignada e entro
na depressão que resulta no corpo doente.
E então vou ao fundo, deixo
queimar a febre ancestral que consome toda dignidade... e choro.
Não choro pelo objeto perdido,
mas pela morte da esperança.
E então renasço...
Aprendi assim nesse meu tempo de
agora ... purgar a tristeza até o final para novamente ter esperança...
E é assim que é....
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