quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Quando o corpo fala


Algo acontece e o mal estar se instala, ou será o contrário?
Não se consegue saber, só se sabe que tanto o acontecimento quanto o seu reflexo no corpo estão associados.
É quando sei que a esperança se foi.  Antigamente lutaria para mantê-la viva ainda que agonizante.
Hoje não, simplesmente paro de esperar. E neste pequeno luto pulo as fases da negação e da negociação.
Aceito a perda resignada e entro na depressão que resulta no corpo doente.
E então vou ao fundo, deixo queimar a febre ancestral que consome toda dignidade... e choro.
Não choro pelo objeto perdido, mas pela morte da esperança.
E então renasço...
Aprendi assim nesse meu tempo de agora ... purgar a tristeza até o final para novamente ter esperança...
                                             E é assim que é....

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