quarta-feira, 5 de junho de 2019

Dançando


Reconstruir-se leva tempo.
Refazer-se é feito de muitos inícios. São muitas paradas, e alguns retornos.  Não é linear nem constante. Aceitar isso é o melhor que pode ocorrer.
Assim aprendi a me perdoar por não ser forte o tempo todo. Por dar passos para trás depois de ter vencido obstáculos e avançado léguas. Deu alívio às minhas cobranças. Me fez parar com comparações.
Muitos se recobram rápido e retomam suas vidas de maneira aparentemente fácil. Eu ficava me martirizando e dizendo a mim mesma: olha... aprende... deixa de tolices.
Mas não posso alterar minha alma intensa, foi preciso ter vivido todos estes momentos e fases.
Diante disso, dançar tem me feito dar passos adiante. Por tempos custei a me deixar levar pela melodia e me mover naturalmente ao som da musica.
Foi estranho, perdi minha naturalidade de dançar. Estou me forçando a retomar isto dentro de mim. Nunca fui exima bailarina, mas dançar sentindo o toque de outra pessoa sempre me foi muito agradável.
Dançamos para esquecer as dores, para nos distrair da vida e aliviar o espírito.

Li, não sei onde, que não dançamos para esquecer a vida, mas para lembrarmo-nos dela. 
Quero isso de volta

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