A teia dos meses desse ano
estranho tem me sufocado.
Tem sido ano de muito trabalho. Os
dias recheados de horas de estudos da língua inglesa. Ano de projetar a viagem.
Contar as economias e ficar de olho nas notícias sobre as fronteiras do mundo.
Ah! A viagem! Tão almejada fica
pequena dentro de grande vazio que se instalou em mim a meses.
É vazio de tudo... então encolho
e engasgo com as palavras trancadas em mim. Ando cismando de que aos poucos
silenciarei como o Pai. Aos poucos, encontro nos meus olhos o seu misterioso
olhar. Acho que também ele morreu sufocado no cansaço que o silencio que grita
por dentro.
A pandemia se foi, mas há no país
e no mundo uma neblina densa de conflito a dividir as pessoas. Nunca mais seremos
os mesmos. E esse é o tempo que a Neta herdará!
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