quarta-feira, 23 de março de 2016

A luta do luto


Navegando no mundo virtual, encontrei um texto que me fez refletir sobre o luto e a superação dele. No texto de Frederico Mattos, disponível em: http://www.sobreavida.com.br/2012/01/08/o-luto-de-uma-pessoa-amada/, o autor discorre sobre a morte de seu pai e de como ele lida com seu luto.
Além de falar da falsa perenidade da vida, ele fala de um sentimento que tenho, de que a morte não me levou somente o amor, mas a mim mesma.
As perdas são inconsoláveis, mas algumas marcam por completo. É quando a ausência de alguém, muda toda a configuração de nossa vida.
“Todos os nossos desejos, intenções e perspectivas de ação são raptados por um destino que não controlamos. Somos catapultados para um abismo solitário em que nenhuma ajuda, consolo e aconselhamento pode trazer conforto.”
O texto fala ainda de quão egoísta somos em nosso sentimento de luto. Sim choramos por quem partiu, mas choramos também por nós. Choramos pelo que deixamos de ser sem a presença querida. Ele diz: “Não há nenhum alívio quando você perde a si mesmo com a morte do outro’.
Então esta é a razão de meu pensamento estar totalmente tomado por palavras como superação, mudança, começos e recomeços. Estou em busca de uma recostrução de mim mesma, buscando significações novas para tudo.
Não vou começar do zero como antes, visto que o que vivi até o momento é uma bagagem que carregarei para sempre. E também sei que o futuro será reflexo desse passado.
A luta esta em não deixar que o luto me faça perder a mim mesma, mais do que é preciso para avançar, para seguir e ser de alguma forma um outro "eu" melhor do que o "eu" que eu perdi.

E isso é forte e é real....
 
A primeira vez que fui a Cambará do Sul, tive a impressão de “volta ao lar”. Este é um lugar para voltar sempre, acho que lá esta o “eu” que um dia fui...

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