Navegando no mundo virtual, encontrei
um texto que me fez refletir sobre o luto e a superação dele. No texto de
Frederico Mattos, disponível em: http://www.sobreavida.com.br/2012/01/08/o-luto-de-uma-pessoa-amada/,
o autor discorre sobre a morte de seu pai e de como ele lida com seu luto.
Além de falar da falsa perenidade
da vida, ele fala de um sentimento que tenho, de que a morte não me levou
somente o amor, mas a mim mesma.
As perdas são inconsoláveis, mas
algumas marcam por completo. É quando a ausência de alguém, muda toda a
configuração de nossa vida.
“Todos os nossos desejos, intenções e perspectivas de ação são raptados
por um destino que não controlamos. Somos catapultados para um abismo solitário
em que nenhuma ajuda, consolo e aconselhamento pode trazer conforto.”
O texto fala ainda de quão egoísta somos em nosso sentimento
de luto. Sim choramos por quem partiu, mas choramos também por nós. Choramos
pelo que deixamos de ser sem a presença querida. Ele diz: “Não há nenhum alívio quando você perde a si mesmo com a morte do outro’.
Então esta é a razão de meu pensamento estar totalmente
tomado por palavras como superação, mudança, começos e recomeços. Estou em
busca de uma recostrução de mim mesma, buscando significações novas para tudo.
Não vou começar do zero como antes, visto que o que vivi até
o momento é uma bagagem que carregarei para sempre. E também sei que o futuro
será reflexo desse passado.
A luta esta em não deixar que o luto me faça perder a mim
mesma, mais do que é preciso para avançar, para seguir e ser de alguma forma um
outro "eu" melhor do que o "eu" que eu perdi.
E isso é forte e é real....
E isso é forte e é real....
A primeira vez que fui a
Cambará do Sul, tive a impressão de “volta ao lar”. Este é um lugar para
voltar sempre, acho que lá esta o “eu” que um dia fui...

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