terça-feira, 8 de março de 2016

Como sua solidão se comporta?


Hoje é dia internacional da mulher, mas em minha cabeça matuta outro tema.: a solidão.

Com uma família cheia de irmãos, primos e muitos parentes e amigos, cresci sem nunca conseguir ficar sozinha, a não ser quando estava no banheiro. Depois ao encontrar o amor, casar e gerar a filha, os momentos sozinha foram tão poucos, que nem consigo lembrá-los. 
Hoje lendo o texto de Rubem Alves, publicado no blog Viva50, disponível em: http://www.viva50.com.br/a-solidao-amiga-por-rubem-alves/, parei para pensar nesse processo de aceitação das perdas e ausências e em nossa atitude diante do quê esta destinado para nós vivermos.
Um dia a filha disse: “precisas aprender a ser sozinha”. Só que para ela, filha única, de um filho único, de uma avó também filha única, isso é fácil..... Para mim tem sido um aprendizado sofrido, cheio de “madrugadas” longas e “cafés da manhã” silenciosos.
Então estou ainda em processo..... primeiro de aceitação diante do imponderável da vida. Aceitar que esta é minha história e que ela ocorreu para que eu aprenda algo. E o que me tem movido é que isso vai me tornar uma pessoa melhor.
Por estes dias já consigo tomar uma cervejinha comigo mesma, comentar um filme com a pessoa que esta do outro lado do espelho... e até rir sozinha.
Quando a tal solidão pesa muito, mando uma mensagem para alguém, só dando um “oi”, um “bom dia” ou um “boa noite”.... Claro são mensagens carregadas de autopiedade, cheias de pedidos de socorro... mas ninguém entende ... é uma sorte ... evito assim a exasperação das pessoas, por não saberem o que me dizer.  
No texto o autor se pergunta de como nos comportamos com nossa solidão... o autor fala de como nossa postura diante dela faz a diferença. Então penso que este é meu desafio, fazer dessa solidão, que tem sido minha companheira, uma amiga cheia de ótimas idéias e que aconselha, que ri conosco e por vezes também chora e que abraça com conforto e nos acolhe....


 
“... A ausência é um estar em mim./ E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,/ que rio e danço e invento exclamações alegres,/ porque a ausência, essa ausência assimilada,/ ninguém a rouba mais de mim.” Drummond, citação do texto




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