Hoje
é dia internacional da mulher, mas em minha cabeça matuta outro tema.: a solidão.
Com
uma família cheia de irmãos, primos e muitos parentes e amigos, cresci sem
nunca conseguir ficar sozinha, a não ser quando estava no banheiro. Depois ao
encontrar o amor, casar e gerar a filha, os momentos sozinha foram tão poucos,
que nem consigo lembrá-los.
Hoje
lendo o texto de Rubem Alves, publicado no blog Viva50, disponível em: http://www.viva50.com.br/a-solidao-amiga-por-rubem-alves/,
parei para pensar nesse processo de aceitação das perdas e ausências e em nossa
atitude diante do quê esta destinado para nós vivermos.
Um
dia a filha disse: “precisas aprender a ser sozinha”. Só que para ela, filha
única, de um filho único, de uma avó também filha única, isso é fácil..... Para
mim tem sido um aprendizado sofrido, cheio de “madrugadas” longas e “cafés da
manhã” silenciosos.
Então
estou ainda em processo..... primeiro de aceitação diante do imponderável da
vida. Aceitar que esta é minha história e que ela ocorreu para que eu
aprenda algo. E o que me tem movido é que isso vai me tornar uma pessoa melhor.
Por
estes dias já consigo tomar uma cervejinha comigo mesma, comentar um filme com
a pessoa que esta do outro lado do espelho... e até rir sozinha.
Quando
a tal solidão pesa muito, mando uma mensagem para alguém, só dando um “oi”, um “bom
dia” ou um “boa noite”.... Claro são mensagens carregadas de autopiedade,
cheias de pedidos de socorro... mas ninguém entende ... é uma sorte ... evito
assim a exasperação das pessoas, por não saberem o que me dizer.
No
texto o autor se pergunta de como nos comportamos com nossa solidão... o autor fala de como nossa postura diante dela faz a diferença. Então penso que este
é meu desafio, fazer dessa solidão, que tem sido minha companheira, uma amiga
cheia de ótimas idéias e que aconselha, que ri conosco e por vezes também chora
e que abraça com conforto e nos acolhe....
“... A ausência é um
estar em mim./ E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,/ que
rio e danço e invento exclamações alegres,/ porque a ausência, essa ausência
assimilada,/ ninguém a rouba mais de mim.” Drummond, citação do texto

Nenhum comentário:
Postar um comentário