Pela janela vejo o dia
escoando.
Chove uma chuva de névoa.
A
tarde se veste de cinza,
avisando que não haverá por do sol.
A saudade dos domingos alegres,
dos risos de antigamente,
e do sol de primavera me aperta.
Hoje espero os anos que haverão
de me encher a vida,
lutando com a ideia de que os dias serão sempre assim,
silenciosos, lentos
e cinzas.
Então rezo minha oração sem
credos ou sacramentos.
Pedindo que os dias sejam alegres, leves e coloridos,
para pintar esta nublada paisagem de hoje.
Podia fazer poemas. Mas deles só
me ocorre o lamento.
Então teço linhas de palavras na folha em branco.
E faço como sempre... me calo
e aquieto.
Daqui a pouco será novo dia e
estarei sorrindo como sempre.
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