Já o outubro tem passado num piscar de olhos.
O 2019 corre para o seu final.
Nesse tempo que é meu, ando em desassossego.
A vida tem tomado ares de aventuras e penso que
ando em uma corda bamba que pode me levar ao chão, mas que também tem me feito
viver dias intensos, de borboletas no estomago.
E ainda que eu não saiba nada do futuro e ele ainda
me cause temor, vivo os dias presentes com a intensidade da juventude e intentando
manter a prudência da maturidade.
São dias estranhos, e assim vou.
E as palavras do poeta português me fazem todo o
sentido.
Esperança
Miguel Torga
Tantas formas revestes, e nenhuma
Me satisfaz!
Vens às vezes no amor, e quase te acredito.
Mas todo o amor é um grito
Desesperado
Que apenas ouve o eco…
Peco
Por absurdo humano:
Quero não sei que cálice profano
Cheio de um vinho herético e sagrado.
Me satisfaz!
Vens às vezes no amor, e quase te acredito.
Mas todo o amor é um grito
Desesperado
Que apenas ouve o eco…
Peco
Por absurdo humano:
Quero não sei que cálice profano
Cheio de um vinho herético e sagrado.
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