quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

de um final de ano

 

Gosto de começar uma agenda nova para o ano que vem chegando. Faço isso somente no trabalho, numa rotina anual de vários anos.

Olho com esperança para todas aquelas páginas que sei serão preenchidas com compromissos de trabalho, anotações de pagamentos a serem feitos, informações sobre os dias que se seguirão. Sei que chegarei ao final do ano quando então esta dará lugar a próxima.

Assim ando, por estes tempos, com uma esperança rotineira, feita mais de costume do que de convicção. Me acostumei a pensar que há um futuro, por isso sigo, mesmo sem saber para onde. Ainda trago (e acho não perderei mais) esse estranhamento de nunca mais pertencer, de ser ou ter. 

Começo esse 22 como um tempo de planejar viagens, cursos, passeios e tudo isso enfeitado pela presença alegre e inteligente da Neta.

Ela sim faz tudo valer e justifica toda esperança.

Feliz esperança ao 2022!

PS: ainda é pandêmia.

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