Ao saber de alguém com depressão me coloco imediatamente no
lugar... sou tomada de tamanha empatia que chego a ter taquicardia.
Lembro imediatamente de minhas dores, algumas passadas
outras apenas escondidas. Lembro da luta que travei e travo para manter os
pensamentos negativos longe de mim.
Lembro da estratégia de sempre ter um plano de viagem em
curso, para não me deixar tomar pela melancolia de um cotidiano que me esmaga.
Tenho ganas de falar ao deprimido que esta estratégia me
salvou.
Planejo viagens... melhor que ter planos de possuir coisas,
de ter pessoas ao meu lado e de planejar um futuro incerto.
Ano passado Montevidéu... este ano Buenos Aires, ano que
vem... Porto? Lisboa?
Não sei ainda, mais o plano é manter a estratégia sempre em
curso...
Dessa forma como um Bonaparte, cheia de
estratégias, vou tentando ganhar uma guerra insana contra neurotransmissores
rebeldes.
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