Já
o 19 corre... e os dias passam como um trem... me atropelando.
Do
dezembro de 18 e das festas pouco há que se dizer. Também os dias de férias em
janeiro transcorreram tranqüilos e alegres.
No
Brasil o 19 será lembrado pela tragédia em Minas Gerais, são tantos os mortos
que levaremos anos chorando esse luto coletivo.
Eu
tenho estado quase sempre bem, me sinto preparada para recomeçar. E vez ou
outra acho que isso vai acontecer, independente de minha vontade.
Mas
há momentos em que a tristeza e a saudade me abraçam de forma tal que
transbordo em choro de auto piedade. É nesses momentos que o cansaço e a solidão
são uma presença concreta. Como um nevoeiro de inverno que me envolve e não
lhes posso escapar. Então me aquieto e espero que passe por si só.
Assim
sigo, depois de lavar a alma no choro reprimido de meses, para mais um período
de alegre calmaria. Volto a ser a personagem inventada, dizendo textos que
agradam à platéia. Dessa forma a atriz por traz da personagem fica totalmente
esquecida, até dela mesma.
Dessa forma enfrento o 19 e todos os anos que estão por vir.
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