domingo, 1 de setembro de 2019

Do poema e o poeta


Da pequena aventura flertando com o imaginário, restou o platônico idílio e o poema simples e sensível que retrata o instante e as impressões do poeta.
O que parecia ser tão fácil expressar pela tela do celular, apresentou se em nada natural diante da presença física.
Ainda que o sentimento quisesse, o corpo não respondia.
Desnuda-se a alma diante do desconhecido do outro lado do mundo. No encontro porém, luta-se para que a conversa pessoal não seja intima.
No tempo de antes, era na troca de olhar que nascia o encanto, o corpo percebia antes de conhecer o sentimento. Por ora protegidos no anonimato da internet o sentimento é carregado de tal expectativa que o olhar não sustenta.
Da experiência sobra o aprendizado de não alimentar possibilidades improváveis.
De toda forma fica o poema soberano... palavras regaladas por sobre a folha de papel em branco.



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