Da pequena aventura flertando com
o imaginário, restou o platônico idílio e o poema simples e sensível que
retrata o instante e as impressões do poeta.
O que parecia ser tão fácil
expressar pela tela do celular, apresentou se em nada natural diante da
presença física.
Ainda que o sentimento quisesse,
o corpo não respondia.
Desnuda-se a alma diante do
desconhecido do outro lado do mundo. No encontro porém, luta-se para que a conversa pessoal não
seja intima.
No tempo de antes, era na troca
de olhar que nascia o encanto, o corpo percebia antes de conhecer o sentimento.
Por ora protegidos no anonimato da internet o sentimento é carregado de tal
expectativa que o olhar não sustenta.
Da experiência sobra o aprendizado
de não alimentar possibilidades improváveis.
De toda forma fica o poema
soberano... palavras regaladas por sobre a folha de papel em branco.

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