No tempo de agora os dias são preenchidos pela vida que
restou.
Pelos livros tatuados com minhas anotações.
Pelas vozes afinadas dos cantores românticos que me
acompanham.
Pelas planilhas financeiras no trabalho. nas semanas que
correm ligeiras para o fim do ano.
Pelos dengos da Neta, nos sábados alegres.
Pelos domingos quase sempre lentos.
Vez ou outra, encontro quem possa melhor
traduzir estas presenças cheias de tanta ausência.
Reflexivo
O que não escrevi, calou-me.
O que não fiz, partiu-me.
O que não senti, doeu-se.
O que não vivi, morreu-se.
O que adiei, adeus-se.
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