quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Das mulheres ainda


Ando por esses dias, acompanhada das leituras de Marina Colasanti.
Por ser mulher desse meu tempo de agora me identifico sobremaneira com seus escritos.
Em seu poema: ÀS SEIS DA TARDE, nos fala das mulheres “do lar”, que viviam a dicotomia de uma vida aparentemente perfeita e um vazio existencial.
Apesar do conforto oferecido pelos maridos e a saúde de seus filhos, nada lhes dava significação. E Marina nos declama:

Mas então ela compara esse desalento de antes, com as lutas das mulheres de agora.
O correr das horas atropelam as “mães-esposas-profissionais”, lhes conferindo um distanciamento de seus sonhos, e uma coragem que nem sempre são delas, na busca da sobrevivência.
E gora vivem a dicotomia da coragem cotidiana e a fragilidade de se reconhecerem sempre na busca de algo que lhes de identidade, para além dos rótulos que ancestralmente lhe são impostos.


E agora penso... na mãe ... em mim... na filha ... na neta... e tantas outras.

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