Ando por esses dias, acompanhada
das leituras de Marina Colasanti.
Por ser mulher desse meu tempo de
agora me identifico sobremaneira com seus escritos.
Em seu poema: ÀS SEIS DA TARDE,
nos fala das mulheres “do lar”, que
viviam a dicotomia de uma vida aparentemente perfeita e um vazio existencial.
Apesar do conforto oferecido
pelos maridos e a saúde de seus filhos, nada lhes dava significação. E Marina
nos declama:
Mas então ela compara esse
desalento de antes, com as lutas das mulheres de agora.
O correr das horas atropelam as “mães-esposas-profissionais”, lhes
conferindo um distanciamento de seus sonhos, e uma coragem que nem sempre são
delas, na busca da sobrevivência.
E gora vivem a dicotomia da
coragem cotidiana e a fragilidade de se reconhecerem sempre na busca de algo
que lhes de identidade, para além dos rótulos que ancestralmente lhe são
impostos.
E agora penso... na mãe ... em mim...
na filha ... na neta... e tantas outras.
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